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26 setembro 2009

Crescei e Multiplicai-vos

Em Gn 1.28 encontramos a primeira bênção de Deus ao homem, juntamente com sua primeira ordem: “Crescei e multiplicai-vos”. Apesar de que essa ordem é unanimemente entendida em termos biológicos, gostaria aqui de acrescentar o seu valor espiritual.

Quando Deus criou o homem e ordenou sua multiplicação, tinha um propósito além da simples povoação da terra. Ele queria que os descendentes de Adão também O conhecessem. Não somente a raça humana deveria se multiplicar, como também o conhecimento desses homens a respeito de Deus.

Assim, com Abraão vemos essa multiplicação em termos mais extensos que apenas o biológico. Através de Abraão o conhecimento a respeito de Deus deveria ser multiplicado às demais nações, e assim elas seriam abençoadas e benditas (Gn 12.2,3). Isso é reafirmado e estendido por Jesus em Mc 16.15 e At 1.8.

Mas o que é crescer (no aspecto espiritual)? Resumindo, Paulo responde que é o desenvolvimento do crente em Cristo (Ef 4.15,16), através das observâncias das doutrinas apostólicas (Ef 2.20,21), da prática do amor (1 Tss 3.12) e, conforme diz Pedro, na graça e conhecimento de Jesus Cristo (2 Pe 3.18). De qualquer forma, esse crescimento somente é possível através de Deus (1 Co 3.6; Cl 2.19).
Entretanto, o crescimento não é um fim em si mesmo. Jesus ensina que todo ramo deve dar fruto (Jo 15.1,2), e assim somos nós. Enquanto crentes devemos crescer na fé a fim de frutificarmos, multiplicarmos.
Jesus discipulou doze homens com o fim de que eles multiplicassem as suas palavras (Mt 28.19,20). Essa multiplicação ocorrida no decorrer da história chegou a nós, as boas sementes plantadas por Cristo (Mt 13.38). Mas visto que essa semente já brotou e cresceu, devemos perguntar: “como anda a multiplicação hoje?”.
Atentemos ao fato de que um dos comprovantes de nossa salvação são os frutos que geramos. As boas sementes de Deus não são estéreis, mas frutíferas que produzem a trinta, sessenta e cem por um (Mt 13.8).
Essa foi a forma do crescimento da Igreja Apostólica (At 9.31; 12.24; 19.20) e deve também ser o nosso! Que a cada ano, os nossos frutos possam abundar em novas sementes!

Rev. Marcos Maurício Hostins

25 setembro 2009

O Valor da Hospitalidade

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.” (Hebreus 13.2)

Como é bom visitar a casa de um parente ou amigo e sentir o desejo de poder voltar novamente, devido à recepção realizada! Como é bom perceber nos anfitriões a alegria de compartilhar o conforto de seu lar!
Segundo o dicionário Aurélio, hospitalidade é o acolhimento afetuoso de uma pessoa. É interessante observar que sempre que os apóstolos tratam desse tema em suas cartas, geralmente o conectam a outra grande virtude: o amor (cf. Rm 12.9-13; 1Pe 4.8,9; Hb 13.1,2). Isso porque a melhor acolhida é aquela na qual sentimos o calor amoroso e aconchegante do coração daquele que nos recebe.
O texto acima impresso se refere à hospitalidade exercida a anjos. Naturalmente esse texto se refere Abraão (Gn 18.1-8) e a Ló (Gn 19.1-3). Sendo que este último, não somente insistiu em acolher os anjos em sua casa, como também – e como parte da hospitalidade – ofereceu um banquete e segurança a seus convidados. Por causa disso, foi salvo da destruição da cidade, ele e sua família.
O apóstolo Paulo em suas cartas a Timóteo e a Tito, fala que a hospitalidade é uma característica que deve ser encontrada nos líderes da Igreja (1Tm 3.2; Tt 1.8). Porém, ela não é um atributo que deve ser exercido apenas pelos pastores, presbíteros e diáconos. Pois essa virtude deve ser praticada por todos crentes (Rm 12.13; Hb 13.2: 1Pe 4.9).
A hospitalidade, portanto, é um dever seu e meu! É uma prática de pessoas que foram regeneradas pelo Espírito Santo e que frutificam esse ato pelo amor que transborda em suas vidas. E é por causa disso, que Pedro exorta que não deve ser exercida juntamente com a murmuração (1 Pe 4.9). Não existe hospitalidade acompanhada de uma cara carrancuda!
Jesus nos garante uma hospitalidade sem igual para o nosso futuro. Ele disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” (Jo 14.2,3)


Rev. Marcos Maurício Hostins

23 setembro 2009

Estou Cheio Do Quê ?


“E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito,”

Ef 5.18


É fator de muita importância analisar o modo verbal pelo qual o apóstolo Paulo escreveu esta parte b do versículo 18. O modo usado é o imperativo. Ele é o modo das ordens, exortações, rogos, permissão, norma ou mandamento, e semelhantes. Portanto, o apóstolo não está suplicando, dando uma sugestão ou muito menos recomendando aos crentes de Éfeso para que fossem cheios do Espírito Santo. O apóstolo não está oferecendo uma opção de vida para os crentes de Éfeso. Não, ele está exortando, ou seja, é um mandamento.
Quando Paulo está ordenando que os crentes sejam cheios do Espírito Santo, ele está querendo dizer que os crentes devem ser controlados pelo Espírito. “É evidente que Paulo aqui está ordenando que nos submetamos ao domínio do Espírito Santo, de forma tão completa que todas as áreas da nossa existência fiquem debaixo do Seu domínio, e que o fruto do Espírito – encha nossa existência, como um vaso que está enchido até em cima.”.
Note que o apóstolo faz uma analogia aqui; quando ele diz: "E não vos embriagueis com o vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito". O que o apóstolo está dizendo? Em certo sentido, o que o apóstolo está expondo é: "não fiquem sob a influência do vinho; fiquem sob a influência do Espírito Santo". É exatamente o que significa. Ser cheio significa estar sob influência ou controlados.
A ordem de ser cheio é contrastada diretamente com a outra ordem de não se embriagar. “O álcool em excesso conduz a um comportamento incontrolado e irracional, que transforma o bêbado num animal”; a plenitude do Espírito, por sua vez, leva a um comportamento moral controlado e racional, que transforma o cristão na imagem de Cristo. Portanto, os resultados de estar sob a influência de emanações alcoólicas, por um lado, e do Espírito Santo de Deus, por outro são total e completamente diferentes. Um nos transforma em “animais”, o outro em “Cristo”.
No estado de embriaguez a pessoa perdeu todo o domínio próprio, ao passo que, quanto mais estivermos debaixo do controle do Espírito, mais domínio próprio nós teremos.
Nestes termos, plenitude do Espírito Santo é a influência que o Espírito exerce na vida dos crentes de maneira que essa influência tome posse de toda a mente da pessoa, fazendo assim, com que em todas as áreas da vida estejam controladas pelo Espírito.


(Extraído parcialmente do Estudo – “Plenitude do Espírito Santo”)

22 setembro 2009

A Recompensa Divina


“Disse-lhes o Senhor: muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei: entra no gozo do teu Senhor.”
(Mt 25.21)

É muito agradável e gratificante saber que além de estar no céu, há recompensas para os crentes que levam homens ao conhecimento da misericórdia de Cristo. Ademais, recompensa de nível e valores muito mais elevados do que o prêmio de levar homens à justiça ou ao cumprimento de seus deveres.
Além disso tal expediente está muito mais ao nosso alcance, visto ser esse o aspecto prático de nossa fé. Nem todos podemos, aliás, nem devemos sair à caça de transgressores da Lei de Deus ou criminosos declarados. Porém todos podemos, aliás, devemos tentar resgatar a todos os transgressores da Lei de Deus, e que por conseguinte, estão perecendo eternamente sem o necessário resgate da graça salvadora de Cristo. E, por mais incrível que nos pareça, tais pessoas formam um imenso e gigantesco exército ao nosso redor. Charles Spurgeon disse: “são verdadeiros enxames à nossa volta em todos os lugares”. Eis aí um vasto campo de ação para todos nós, e ninguém deve ou pode considerar-se excluído dessa responsabilidade, a não ser que queira renunciar as recompensas que o Senhor confere àqueles que lhes prestaram serviços na vida temporal.
À simples menção da palavra “recompensa”, alguns tapam os ouvidos e resmungam: “isso é legalismo!” Mas, isso não é verdade, irmãos. A recompensa que estamos falando, expressa pelo Senhor Jesus, não se refere a dívida ou hipoteca, mas SIM a uma concessão da GRAÇA que será desfrutada não com a orgulhosa impressão de merecimento, mas SIM com o grato deleite da humildade. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58).

Extraído e adaptado

21 setembro 2009

Uma Feliz Confissão: Sou Adotado !


“... mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.”
(Rm 08.15)


Quando ouvimos falar de crianças que foram adotadas, normalmente cercamos nossos sentimentos com um misto de dó, compaixão e felicidade. A dó é em virtude da condição da criança (sem pai, sem mãe, sem família, sem amparo, etc.). A compaixão consiste em nos colocar naquela situação, e os fazer pensar em quantas crianças ainda estão sem família principalmente as mais velhas, visto que as preferidas para adoção geralmente são as recém-nascidas.
E, enfim, a felicidade nos alcança por imaginarmos que aquele infante finalmente será mimado, acariciado e envolvido por todas as virtudes de um filho natural. Somo levados da pena à felicidade em instantes, ao refletirmos sobre a dura realidade desses pequenos desprezados.
Porém, um dos males do ser humano é sempre ver o que acontece com os outros em vez de olhar para a sua própria condição. Pois Paulo nos diz em quatro textos, que fomos adotados por Deus (Rm 8.15,23; Gl 4.5; Ef 1.5).
Paulo nos diz que antes de adotados pelo Pai, éramos apenas escravos do pecado (Rm 6.17); e Pedro diz que não éramos povo (1 Pe 2.10). Porém Deus o Pai em seu soberano propósito, e em amor nos predestinou para Ele, para adoção de filhos, por meio de seu unigênito, Jesus Cristo (Ef 1.5).
Assim, o filho unigênito do Pai (1 Jo 4.9), Jesus, se torna o primogênito, porque a partir da realização da obra na cruz, nós somos arrolados como família de Deus. Paulo, então, confronta um adágio atual do mundo que diz: “Deus é pai de todos”.
Portanto, cabe a nós duas atitudes: (1) olharmos as pessoas sem Cristo como órfãos sem o consolo e conforto do Pai, com a perspectiva de que pelo anúncio do evangelho também possam fazer parte dessa família e; (2) vivermos como filhos que levam o sobrenome do Pai em todas as coisas.
Eu não sou um filho adotado por meus pais. Mas pela graça, fui adotado pelo Pai Eterno! Louvado Seja Deus!

Rev. Marcos Maurício Hostins

20 setembro 2009

HOSPITAL É PARA DOENTES !


“Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento”
(Lc 05.31,32)

O texto acima se encontra num momento em que os fariseus e escribas murmuram contra Jesus por ele se assentar para comer e até mesmo (que escândalo!) se relacionar com publicanos e pecadores.
Assim, nessa resposta, Jesus quer demonstrar que ele procura justamente as pessoas necessitadas de Deus para conversar e direcioná-las ao evangelho. Os que já se acham santos não precisam de santificação, e sim aqueles que reconhecem sua realidade como doentes espirituais. Foi por isso que Ele não se negou em perdoar uma mulher adúltera (Jo 8.1-11); nem hesitou em se aproximar de um leproso (Mt 8.1-4), etc.
Hoje em dia precisamos continuar compreendendo essa mensagem de Jesus. A Igreja é o local onde devem adentrar todos os tipos de pecadores. A Igreja é o local que Deus utiliza para tratar e curar os homens contra as enfermidades do pecado. Assim, devemos trabalhar para de todas as formas tentar trazer os doentes ao hospital de Cristo.
Certa vez ouvi o testemunho de alguns irmãos, relatando a atitude de um senhor que ficava na porta da igreja observando as pessoas que se aproximavam dali. E assim ele permitia ou negava a entrada de tal pessoa no templo, conforme ele achava que esta pessoa estava digna ou indigna de participar do culto, por seus trajes, cabelos, maquiagem, adornos e etc.
Acaso era essa a mensagem de Jesus? Ao contrário, pois vemos uma séria repreensão do Senhor contra os mesmos escribas e fariseus: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar.” (Mt 23.13).
Irmãos, que tragamos para a casa de Deus todos os doentes espirituais a fim de ouvirem do Evangelho da salvação; para receberem cura para suas almas. (Sl 103.01-04). Que venham todos os pecadores ouvirem sobre o perdão que Cristo dá.
Que trabalhemos de todos os modos e o melhor possível para tentar alcançar o maior número de ovelhas perdidas. Que possamos falar como Paulo (1 Co 09.19-23) que não se lamentava por ser omisso na evangelização! Trabalhemos!

Rev. Marcos Maurício Hostins
 

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