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08 setembro 2009

Salmos 38: "Sara-me Senhor !"

O título original desse salmo é “De Davi, para memória”. Davi compôs este Salmo como um memorial para si mesmo, bem como outros, para que não se esquecesse facilmente o castigo pelo qual Deus o afligira. Ele bem sabia quão fácil e rapidamente os castigos com os quais Deus nos visita fogem da nossa mente. E dessa forma, somos também admoestados ao fato de que é um exercício muitíssimo proveitoso lembrar freqüentemente à memória os castigos com que Deus nos aflige em decorrência de nossos pecados.
Uma das coisas que devemos observar ao lermos uma poesia bíblica para interpretá-la, e que ela se difere de nossa atual modelo poético. Enquanto as nossas poesias freqüentemente são escritas pela rima sonora (cor-flor; amor-calor; etc.), na poesia hebraica, a rima ocorre pelo sinônimo (ex. v. 1: repreender-castigar; ira-furor).
É um fato curioso que quando Galileu foi sentenciado ao confinamento na masmorra da Inquisição, por um período indeterminado, por ter defendido o sistema Copérnico, foi obrigado a repetir como penitência os sete “salmos penitenciais” (6,32,38,51,102,130,143), a cada semana, por três anos; pelo que, a intenção indubitável era arrancar dele a confissão de culpa e o reconhecimento da retidão de sua sentença. Isso porque os “salmos penitenciais” têm essa intenção; ou seja, o reconhecimento do pecado e a procura do perdão.

O que fazer diante de uma situação terrível:



I) Reconhecer Nossa Situação (v. 1-8)


Em primeiro momento, o que podemos perceber é que Davi sabia que o sofrimento pelo qual estava passando, era conseqüência do pecado que havia cometido. Não sabemos exatamente se este Salmo refere-se ao evento do pecado com Bate-Seba, ao pecado do censo que realizou ou algum outro. Mas Davi sabia que o que ele estava sofrendo naquele momento era devido ao pecado que havia cometido. Isso não significa dizer que todo sofrimento necessariamente seja ocasionado por um pecado cometido. Mas este, aqui, é o caso de Davi.
A) Assim, é interessante porque Davi não começa pedindo a Deus que o livre do sofrimento, mas apenas que Deus modere a severidade de sua disciplina (v. 1). Isso é um fato importante, irmãos, porque normalmente o que desejamos é justamente o inverso de Davi. Queremos ser livres das aflições justas dos pecados que cometemos. Se nos fosse dada a opção, gostaríamos que nos fosse dada a permissão de pecar impunemente.
Porém Davi, queria colocar um freio nos seus desejos, através da consciência dos castigos de Deus pelo pecado. Davi tinha por certo que os castigos de Deus eram um forte instrumento de educação para sua vida. É o que o autor de Hebreus, bem mais tarde, também vai expressar ao dizer: “Pois nossos pais por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas Deus nos disciplina para aproveitamento, para sermos participantes da sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados” (Hb 12.10,11).É claro que Davi não gostava de ser castigado por Deus, porém apenas implorava que a aflição do castigo não fosse além do que poderia suportar.
B) Então Davi começa a dizer o que o pecado estava fazendo em si. Primeiramente, ele estava sentindo o próprio castigo de Deus (v. 2) como se fossem flechas atingindo seu corpo. Davi sentia-se esmagado pelas cargas do sentimento de culpa. Infelizmente o que anda acontecendo hoje com os crentes é justamente o contrário. Os crentes andam pecando por atacado sem nenhum sentimento de tristeza ou arrependimento. Não conseguem sentir que Deus os está desaprovando em seus erros. Não há consciência!
Em segundo lugar, Davi podia dizer que sua alma estava enferma (v. 3-8). E tamanho era esse sentimento de enfermidade, que chegava a atribuir essas dores da alma até mesmo à sua carne. O pecado o fazia andar encurvado e abatido (v. 6), aflito e quebrantado (v. 8). Isso tudo é apenas uma ilustração para observarmos o quanto o pecado afetava o coração de Davi.
Por causa disso tudo, Davi sentia-se solitário (v. 11). Aqui Davi queria dizer que seus amigos e parentes em nada serviam de ajuda, porque ao sentir o afastamento de Deus, nenhum homem o poderia consolar. Enfim, Davi sabia que era pecador, mas que não devia continuar pecando. E o que o faria lembrar dessa regra, seria a memória da conseqüência que o pecado traz à sua vida. Por isso ele compôs esse salmo “em memória”.
Se nós também utilizássemos essa metodologia de Davi, para lembrar o que o pecado faz conosco, com certeza pecaríamos bem menos!



II) Reconhecer Nossa Salvação (v. 9-22)


Se Davi sabia qual era a conseqüência do pecado em sua vida – trazendo apenas enfermidade na alma – ele também sabia qual era o seu remédio. Ele já demonstrou nesses versículos anteriores que não adiantava combater o pecado com suas próprias forças, pois o próprio pecado lhe estava sugando as energias e infeccionando sua alma. Assim, ele não poderia fazer nada por si mesmo. Mas Deus, sim!
A) No v. 9, Davi começa a demonstrar que reconhece, tal como reconhecia a origem de sua enfermidade de alma; ele também reconhece onde deve por sua confiança. Aqui, ele coloca diante de Deus sua esperança. Aqui Davi declara que deposita em Deus a certeza de que Ele o está ouvindo e conhece todas as suas tribulações e necessidades. Davi tinha a certeza de que Deus não apenas o estava afligindo com castigo, mas que também estava passando pelos castigos junto dele. ( ilustr. O pai que coloca o filho em castigo num quarto escuro, e que fica junto dele).
B) no v. 13-15, Davi continua dizendo que coloca diante de Deus sua incapacidade. Davi aqui notifica que se vira tão oprimido pelos falsos e ímpios juízos de seus inimigos (v. 12), que nem mesmo lhe fora permitido abrir a boca em sua defesa. Além do que, ele alega diante de Deus sua própria paciência, como que para induzir a Deus a uma mais pronta compaixão em seu favor. Davi sabia que não podia murmurar pelo sofrimento a que estava passando porque este era justo. Então se colocava totalmente confiante diante de Deus, para ser restaurado (v. 15), pois espera no Senhor e no Seu atendimento.
C) Se no v. 11, Davi havia reclamado o problema da solidão causado pelo pecado, agora no v. 21, Davi coloca diante de Deus a necessidade de companhia.
D) Enfim, depois que Davi reconhece todos os malefícios que o pecado causa á sua vida, dando-lhe, inclusive, total incapacidade de restaurar-se por si mesmo, no v. 22, Davi coloca diante de Deus sua total dependência.
Para quem está enfermo, a saúde é prioridade. Davi se sentia enfermo pelo pecado, e sua prioridade era o socorro de Deus.

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