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08 agosto 2011

Para Que Ser Salvo?

Nesta carta, Paulo tem o objetivo de ser bem prático com relação à administração da igreja. No início ele ensina a Tito de como devem ser feitas as escolhas para os oficiais na igreja (1.5-9), e de como cada pessoa da igreja deve se portar na sociedade (2.1-10). E ele fala que esse portar santo no meio dessa sociedade, ocorre porque somos educados pelo evangelho a agir dessa forma (2.11-15). 
Então aqui, no cap. 3, Paulo demonstra o porque somos educados dessa forma. Primeiramente, porque a salvação veio a nós de forma misericordiosa e benigna, nos lavando – pela ação do Espírito Santo – de toda imundícia de pecado. Ou seja, devemos viver de uma forma diferente nesse mundo, porque já deixamos de agir conforme o pecado. Portanto, nessa linha de pensamento, Paulo nos próximos versículos continua demonstrando as conseqüências dessa salvação em nós (v. 7-11). 
Para que fomos salvos?

Fomos Salvos Para Sermos Filhos (v. 7) 
A idéia de Paulo, é de que estávamos todos afundados na pior situação possível em nossas vidas antes da conversão (v. 3). Todos estávamos completamente envolvidos pela imundícia pecaminosa, como no meio de uma fossa de esgoto. Mas Deus nos tirou dali, nos deu vida através da lavagem regeneradora e renovadora. Mas para que? 
O que Paulo agora quer continuar dizendo, é que Deus faz as coisas com objetivos específicos. Ele não nos tirou do esgoto pecaminoso apenas para que ficássemos mais bonitos e cheirosos. Não! Ele nos tirou dali, e nos lavou para que fôssemos tornados seus filhos. Deus nos tirou do meio da podridão pecaminosa para nos dar uma filiação. É isso que ele está falando no v. 7: “a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros...”. 
É interessante que a maioria das pessoas no mundo tem uma frase bem característica: “Deus é Pai, não padrasto”; ou “Deus é pai de todos”. Os crentes por outro lado sabem que a situação é contrária: todos são criaturas de Deus, mas não seus filhos enquanto não forem salvos. Ou seja: enquanto estávamos no mundo, todos éramos tidos como filhos do diabo, por causa do pecado que dominava nosso ser. Jesus deixou isso claro aos fariseus da sua época (Jo 8.44). E é justamente isso que esse versículo vem afirmar: O homem não salvo não é filho de Deus, mas apenas uma criatura. 
Aqui em nosso texto, portanto, Paulo vem demonstrar como recebemos o poder de sermos chamados filhos de Deus, como já havia dito o apóstolo João. Ou seja, nós nos tornamos filhos de Deus quando fomos lavados pela ação do Espírito Santo e, assim, justificados pela graça de Deus. Quando Deus nos salvou do poço de podridão do pecado onde nascemos, Sua intenção não era apenas nos limpar, mas também nos adotar. 
Somos adotados por Deus para assim termos, legalmente, direito à Sua herança. Essa doutrina da adoção é altamente enfatizada na teologia paulina. E assim, Paulo tem simplesmente a clara intenção de nos ensinar que o homem sem Cristo não possui nenhum relacionamento com Deus, enquanto aquele que foi salvo da imundícia do pecado, é agora Seu filho. 
É interessante porque até aqui os crentes têm uma noção errada da nossa adoção. Há muitos que pensam que nós que “adotamos a Deus”. Ou seja, quando eu me converto que consigo o direito de ser adotado pelo Pai. Como se fosse o filho que escolhesse o Pai. Mas tanto na vida prática, quanto na teologia bíblica, temos de ter a consciência que é sempre o pai que adota o filho. Quando um casal vai a uma instituição de adoção, não é o filho que escolhe se quer ser adotado; ao contrário, é o casal que resolve quem quer adotar. Mas vejamos novamente o texto de Jo 1.12,13: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus”. 
Você, meu irmão, foi escolhido e, assim, salvo para ser filho de Deus. Não foi salvo apenas para freqüentar uma igreja, ou apenas para não ir para o inferno. Sua salvação tem um objetivo, é se tornar filho de Deus e, assim, ter comunhão familiar com o Pai. Paulo re-enfatiza essa ação do Espírito Santo em nossa vida, quando escreve aos Romanos da seguinte forma: “pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção baseados no qual clamamos: Aba, pai. O próprio Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, com ele seremos glorificados” (Rm 8.14-17). 
Da mesma forma, então Paulo afirma esse caráter de nossa filiação em Deus. Quando nos tornamos filhos, também ganhamos o direito à herança divina. E que herança é essa? Uma eternidade de convivência e comunhão ao lado de nosso Pai. Essa é a “esperança da vida eterna” (v. 7b). 

Fomos Salvos Para Realizarmos Boas Obras (v. 8-11) 
Conforme já foi dito, a nossa salvação também não tem apenas o objetivo de nos livrar do inferno ou de nos colocar no banco da igreja. Nós fomos salvos para sermos filhos de Deus e, a partir daí, vivermos de acordo com essa nova realidade. Paulo aqui faz uma exortação aos crentes acerca desse ensino. Ele diz: “Fiel é esta palavra...”; ou seja, ela não pode ser ignorada, ou deixada de lado sem ser analisada. Mas que palavra? A palavra acerca da conseqüência da salvação que foi realizada em nós. 
Paulo continua falando que, diante desse ensino acerca da nossa salvação nós devemos tomar uma postura diferente nesse mundo. Se quando nós vivíamos na fossa do pecado nós praticávamos as atitudes de acordo com a nossa realidade pecaminosa (v. 3); agora, porém, após termos sidos lavados, regenerados e adotados por Deus, devemos viver de acordo com essa nova posição. 
Afinal ser filho significa levar o nome do pai, significa levar o nome da família. E assim, se algum filho desonra o seu sobrenome, toda a família se vê envergonhada disso ([Símbolo] o caso do pai que foi pegar o filho na prisão). Por isso Paulo fala que os que têm crido em Deus devem ser solícitos na prática das boas obras. Todos os crentes que foram regenerados, salvos, purificados de seus pecados, limpos pela ação do Espírito Santo, devem ser prestativos quanto a benignidade e misericórdia. 
É isso o que Paulo quer dizer. Se fomos salvos somente pela bondade, misericórdia e graça de Deus agindo a nosso favor; agora, como filhos, devemos agir da mesma forma neste mundo: com misericórdia, graça e benignidade. Nós estamos levando o nome de Deus em nosso corpo, para revelar em todas as nossas atitudes a que família nós participamos. Sempre que Deus dizia ao seu povo no Antigo Testamento “sede santos porque eu, o Senhor, sou santo”, estava justamente querendo afirmar isso: Ser povo de Deus significa viver conforme os mesmos atributos que Deus manifestou a nosso favor. 
Dessa forma, nós encontramos várias vezes Deus repreendendo seu povo porque eles estavam tratando mal o estrangeiro; e nós, hoje em dia, continuamos a praticar os mesmos erros do povo no Antigo Testamento. Acabamos criando um tipo de “soberba evangélica” que nos faz distanciar das pessoas que mais necessitam de nossa aproximação. 
Quando nós mais precisávamos de Deus, Ele se aproximou de nós – sem ter motivo nenhum para fazer isso. Nós estávamos encharcados de imundícia e Ele, em santidade, nos lavou. E nós hoje temos tido medo, ou até mesmo um tipo de “nojo” de aproximarmos das pessoas que ainda estão enlameadas pelo pecado. O que Deus tem pedido de nós, é que sejamos – como Ele foi para conosco – zelosos na prática de boas obras. 
Além disso, que saibamos evitar atitudes que em nada nos edificam (v. 9-11). Primeiramente, discussões teológicas inúteis (v. 9). Infelizmente muitas igrejas se vêem divididas simplesmente por debates sem utilidade. Discute-se até se anjos possuem ou não sexo, e o que Deus estava fazendo antes da criação do mundo ([Símbolo] Calvino: o inferno”). Em segundo lugar, devemos evitar as pessoas que vivem para criar divisão (v. 10,11). A Igreja é chamada à comunhão com Deus e uns com os outros. Se alguém, em vez de gerar comunhão tem gerado confusão e partidarismo, esta pessoa está pecando contra Deus e contra a igreja. Na verdade, esta pessoa está agindo como se ainda não tivesse sido lavada (v. 1-3). Nossa salvação deve visar essas coisas, irmãos: a realização de boas obras, e a rejeição das más atitudes.
 

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