Por favor, alimente meus peixes clicando sobre a tela:

Que tal?

;

18 setembro 2009

Crente Com Selo de Qualidade ?


“Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos dos homens?” (Cl 2:20-22)


O que é ser um crente verdadeiro? Como ter certeza de que Deus está se agradando de mim como crente? Hoje vivemos um período em que podemos avaliar a qualidade dos produtos que compramos e consumimos pelos selos que eles possuem. É o selo para o café puro, o selo ISO 9002, selo para brinquedos infantis, selo para posto de gasolina e etc. Se houvesse um selo de qualidade de vida cristã, como estaríamos?
Na verdade há crentes á procura desse selo, lutando e almejando adquiri-lo; e nesse afã de obtê-lo, alguns criam certas regras para suas próprias vidas: “eu tenho de fazer isso e aquilo”, “viver assim e daquela forma”, e muitas dessas regras são boas sugestões. Mas quando lemos a Bíblia, encontramos uma séria admoestação de Paulo contra as regras externas na procura de santificação (Cl 2:16-23), ou do “selo do bom cristão”. Jesus também rejeitou a santificação baseada em regras externas quando demonstrava que a religiosidade dos fariseus era nula (Mt 23:13-36). Até Deus fala que o culto prestado pelos verdadeiros crentes, vai muito além do cumprimento das regras externas da liturgia (Am 5:21-23; Sl 51:17). Então, o que isso quer dizer?
Isso significa que o comportamento do verdadeiro crente é o produzido por algo que vem de dentro, do nosso interior, e não por leis externas ao nosso coração. Foi isso o que Paulo quis demonstrar ao descrever o fruto do Espírito Santo (Gl 5:22-23); ou seja, quando o Espírito Santo habita em nós, Ele começa a produzir em nosso íntimo essas virtudes, que serão externadas em nossas atitudes.
É importante lembrar-nos que todos os crentes já são selados com o Espírito Santo (Ef 1:16; 4:30; 7:4), e essas virtudes são, e devem ser, atos naturais dos eleitos e selados do Senhor, pela habitação do Espírito Santo. Mas é claro que nessa frutificação temos nossas responsabilidades, uma cooperação com a santificação: a mortificação do pecado (Cl 3:5-11), e o vestir as novas atitudes cristãs (Cl 3:12-17).
Enfim, o selo do crente verdadeiro se encontra em quem vive a vida cristã de forma fiel e espontânea. É esse tipo de oferta que Deus quer (1 Cr 29:5b). É o tipo de vida que Deus espera de nós (Mt 5:16).

Rev. Marcos Maurício Hostins

17 setembro 2009

Colecionando Lixo



“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.”

(I Co 06.09,10)


Algum tempo atrás, na televisão, foi noticiada a vida de uma senhora, moradora num bairro de São Paulo, que por cerca de vinte anos, tinha por hábito acumular, guardar e depositar lixo em sua casa. Ela não trabalhava para reciclagem, porém, possuía o que os médicos chamam de um distúrbio psicológico (Transtorno Obsessivo Compulsivo).
Inicialmente, esta mulher, após breve conversa com uma médica, aceitou se desfazer das tralhas e lixos que estavam acumulados. Entretanto, quando o caminhão da prefeitura foi recolher o entulho, ela não mais queria permitir. Ela estava apegada àquela sujeira e detritos, como se fizessem parte de sua própria vida.
Assim, também, é a vida de inúmeras pessoas com relação às sujidades do pecado. Já se acostumaram a colecionar tantas formas de imundícia (das menores às maiores), que acham que não conseguem mais viver sem elas.
Essas pessoas são aquelas a quem o apóstolo Paulo declara como “escravas do pecado” (Rm 6.17). Elas estão tão viciadas em pecar, que o livramento dessa prática é impossível por suas próprias forças. Porém Jesus traz a receita para a cura: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).
No texto bíblico da introdução, Paulo deixa claro que quem coleciona pecados, não possui entrada no Reino de Deus. O Reino de Deus não produz ou estoca lixo apenas santidade. Por isso, no versículo seguinte, Paulo fala da ação divina na vida dos salvos: “E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”(v. 11). Somente sendo lavado pela água purificadora do Espírito Santo, é que estaremos em condição de participarmos da cidadania do Reino de Deus. Isso não se alcança por meio de esforço próprio, mas pela graça que age pela fé (Ef 2.8,9). Assim:

Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”(Ap 22.11).

Rev. Marcos Maurício Hostins

16 setembro 2009

Aparência Falsificada



“Pois dizes: estou rico e abastado, e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que és um infeliz, sim, miserável, pobre, cego, e nu...”

(Ap 03.17)


Uma das características das sete cartas escritas às sete igrejas da Ásia, nos três primeiros capítulos do livro do Apocalipse, é que essas mensagens possuem um caráter restrito e, ao mesmo tempo, abrangente. Ela é restrita quando dizemos que essa mensagem se dirigia especificamente à igreja destinada. Essa mensagem tinha a ver com o contexto real, pessoal e temporal daqueles irmãos.
Porém essa mensagem também é de caráter abrangente, pois seu ensino não ficou apenas para aquelas igrejas do passado, mas é também exortativo a todas as igrejas, de todas as épocas e lugares . Assim, vejamos a sua mensagem para nós:
Inicialmente, os v. 15-17 nos demonstra o conhecimento de Cristo a respeito de todas as obras e pensamentos de Sua Igreja. Nesse caso, específico, Jesus exorta a igreja contra a “mornidão espiritual”. Ou seja, de crentes que vivem “em cima do muro” espiritual. Ou como se diz por aí: “são crentes com um pé na igreja e outro no mundo”.
E Jesus aqui demonstra, que esse relaxamento espiritual é fruto de uma falsa compreensão de sua própria realidade espiritual (v. 17). Essas pessoas crêem ser prósperas espiritualmente, santas e cheias de visão; porém não conseguem perceber que, na verdade, estão miseráveis, envergonhadas e cegas.
Porém a misericórdia de Cristo continua a ofertar a cura para essa situação: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires [...] e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas”.
Importante é observar que a cura somente pode ser encontrada nas mãos de Jesus (“de mim compres...”), e que essa compra, não se baseia em dinheiro, mas em graça: “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” (Is 55.01).
Por fim, na despedida, Jesus ensina que sua exortação se baseia no amor (v. 19) e na busca do relacionamento (v. 20). Que, portanto, respondamos positivamente a essa exortação!


Rev. Marcos Maurício Hostins

15 setembro 2009

Qual é a Sua Fé?


Devemos aprender do exemplo de Davi a prudência de conservar armas provadas e eficazes. Muitos têm afirmado ser improvável que Davi matou o gigante utilizando uma pedra. Cumpre-nos usar os mais adequados instrumentos que pudermos encontrar. No que diz respeito às pedras de Davi, ele não as apanhou ao acaso. Davi as escolheu diligentemente, selecionando pedras lisas que se encaixariam com perfeição em sua funda, o tipo de pedra que ele imaginava serviria melhor para o seu propósito. Davi não confiava em sua funda. Ele nos disse que confiava no Senhor; todavia, saiu para confrontar o gigante com sua funda, como se estivesse sentindo que a responsabilidade era dele mesmo.

Esta é a verdadeira filosofia da vida de um crente. Você tem de realizar boas obras tão zelosamente como se tivesse de ser salvo por meio delas e tem de confiar nos méritos de Cristo como se não tivesse feito nada. Esta mesma atitude deve manifestar-se na obra de Deus: embora você tenha de trabalhar para Ele como se o cumprimento de sua missão dependesse de você mesmo, precisa entender com clareza e crer com firmeza que, afinal de contas, toda a questão, desde o início até o final, depende completamente de Deus. Sem Ele, tudo o que você planejou ou realizou é inútil.

Deus nunca pretendeu que a fé nEle mesmo fosse sinônimo de indolência. Se a obra depende completamente dEle, não há necessidade de que Davi utilize sua funda. Na realidade, não existe necessidade nem mesmo do próprio Davi. Ele podia virar as costas dizendo: “Deus realizará a sua obra; Ele não precisa de mim”. Essa é a linguagem do fatalista; não é a linguagem que expressa a maneira de agir daqueles que crêem em Deus. Estes dizem: “Deus o quer; portanto, eu o farei”. Eles não dizem: “Deus o quer, por isso, não há nada para eu fazer”. Pelo contrário, eles afirmam: “Visto que Deus trabalha através de mim, eu trabalharei por intermédio de sua boa mão sobre mim. Ele concederá forças ao seu frágil servo e me utilizará como seu instrumento, que, sem Ele, não serve para nada”. Se você está disposto a servir a Deus, ofereça-Lhe o melhor. Não poupe nenhum músculo, nervo, habilidade ou esperteza que você pode dedicar ao empreendimento. Não diga: “Qualquer coisa será proveitosa; Deus pode abençoar minha deficiência tão bem quanto minha competência”. Sem Dúvida, Ele pode, mas certamente não o fará.

C.H. Spurgeon (Extraído).

14 setembro 2009

Vidas Cinzas


“Fiquei semelhante ao pó e à cinza”
(Jó 30.19b)

Um certo dia, quando morava ainda em Porecatu, percebi principalmente nos cantos da áreas de nossa casa um evento costumeiro nos municípios onde há usinas canavieiras: o tempo das cinzas. Esses flocos negros de restos canaviais vão se adentrando em nossos lares, nas frestas das janelas, se acumulando em todos os cantos possíveis e sujando tudo o que anteriormente estava limpo.
Isso sem falar do fato de que estamos nos referindo apenas aos efeitos nocivos desses flocos visíveis, sem citar aquelas cinzas já diluídas que penetram em nossos organismos, e não percebemos os malefícios que podem nos surgir disso.
Assim também é a vida espiritual de muitas pessoas: cinzas... apenas cinzas! Isso tanto no aspecto físico, quanto da cor. Quanto ao aspecto físico, Paulo fala que todas as nossas obras para o reino de Deus, serão passadas pelo crivo do fogo do Espírito Santo (1 Co 3.11-15). Infelizmente alguns crentes terão ao fim do julgamento de suas obras, apenas as cinzas dos materiais perecíveis com que construíram a obra de Deus. Serão salvos com cinzas nas mãos!
Por outro aspecto, alguns crentes vivem suas vidas com uma matiz estranha: o cinza! O cinza não é preto nem branco e muito menos colorido. E assim, esses, demonstram um cristianismo sem graça, sem vida, sem atrativo, que contrasta com a vivacidade de cores com que o apóstolo João descreve a glória eterna na qual deveremos habitar (Apocalipse 21).
Essas cinzas espirituais, assim, vão adentrando na vida dos crentes, sujando sua santidade, tirando o brilho da felicidade cristã e se acumulando nos vasos que deveriam estar cheios do óleo do Espírito Santo.
Não nos contentemos com as cinzas nas nossas vidas. Deus nos quer brilhando, reluzindo a Sua glória!
Brilhemos para o Senhor!

Rev. Marcos Maurício Hostins
 

Usage Rights

DesignBlog BloggerTheme comes under a Creative Commons License.This template is free of charge to create a personal blog.You can make changes to the templates to suit your needs.But You must keep the footer links Intact.