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Que tal?

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13 novembro 2009

ABENÇOANDO VIDAS



“E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. [...] Dos outros, porém, nenhum ousava ajuntar-se a eles; mas o povo os tinha em grande estima; e cada vez mais se agregavam crentes ao Senhor em grande número tanto de homens como de mulheres,” (At 05.12-14)

O texto acima nos relata a experiência da Igreja Primitiva em meio à sociedade em que vivia. Era uma igreja abençoadora em vários níveis:

1º) Abençoava pela Pregação da Palavra - Em At 2, lemos a narrativa acerca da descida do Espírito Santo por ocasião da festa do Pentecostes. E a primeira característica advinda do recebimento do poder do Espírito sobre os apóstolos e discípulos, foi a pregação do evangelho, através de Pedro, que gerou a conversão de quase três mil pessoas. Uma igreja que prega o evangelho de Deus, abençoa a sua cidade.

2º) Abençoava pelos sinais e prodígios - No decorrer de todo registro no livro de Atos, encontramos vários sinais e maravilhas sendo realizados através da igreja: curas, libertações, etc. Isso é a manifestação da graça de Deus agindo sobre vidas que até então se encontravam escravizadas pelas enfermidades, ou mesmo, pelo diabo. Uma igreja abençoadora deve manifestar a graça de Deus no meio da sociedade em que vive.

3º) Abençoava pela piedade e misericórdia que demonstrava - Outra característica da Igreja Primitiva, era sua preocupação em sanar os problemas sociais com que se defrontava (At 6.1-3). Era uma igreja que agia em favor dos pobres, das viúvas e dos órfãos. Uma igreja abençoadora é aquela que se preocupa com a justiça social no meio em que ela vive, e que age com misericórdia para com quem precisa.

Enfim, a Igreja Primitiva era uma igreja que imitava os atos de Jesus: pregava a palavra, evidenciava a graça de Deus com poder e agia com misericórdia para com os necessitados. Ou seja, se queremos hoje ser também uma igreja abençoadora em Apucarana, devemos imitar os mesmos princípios da Igreja primitiva. Assim, haveremos de receber a mesma admiração que aquela igreja recebia (At 5.13), e também colheremos os mesmos frutos de prosperidade: “e cada vez mais se agregavam crentes ao Senhor em grande número tanto de homens como de mulheres” (v. 14).
Rev. Marcos M. Hostins

05 novembro 2009

FESTA DAS PRIMÍCIAS




Não tardarás em trazer ofertas do melhor das tuas ceifas e das tuas vinhas. O primogênito de teus filhos me darás” (Ex 22.29)

A festa das Primícias era uma das três festas ordenadas por Deus a Israel, que deveriam ser observadas todos os anos (Ex 23.14-16). Nesta festa, cada cidadão de Israel deveria se apresentar diante do Senhor com os primeiros frutos de tudo o que possuía. Se tivesse plantações, ofertaria as primícias do que ceifou. Também todo primogênito seria consagrado ao Senhor, fosse nascido de animal ou de mulher (Ex 13.2).
Mas, o que são primícias ? A palavra tem a ver com “a qualidade daquilo que é primeiro: primeiros frutos, primeiro filho, primeira alegria, etc.”.
E porque Deus exige as primícias? Em Êx 13.12-16 é demonstrado que Deus exige as primícias devido o livramento que produziu com Israel, tirando-os do Egito (através da morte dos primogênitos) e os levando à Terra Prometida.
Na realidade da Nova Aliança (visto que fazemos parte do Israel espiritual, segundo a fé), sabemos que Deus, entregou seu filho Primogênito para nossa libertação. Assim, Jesus é a “Primícia dos crentes” (1 Co 15.20), pois através da Sua morte e ressurreição, fomos levados à ressurreição espiritual (Rm 6.4: Ef 2.6) e recebemos a garantia de que também haveremos de ressuscitar em glória. Então, através desse ato redentor de Deus, nós mesmos somos chamados de “primícias de Deus” (Tg 1.18; Ap 14.4).
Dessa forma, somos convocados a entregar ao Senhor as primícias de tudo o que temos recebido, pois foi Ele que nos libertou do cativeiro do pecado e nos leva à Terra prometida a Jerusalém celestial. Portanto, nesse mesmo contexto, o Senhor Deus nos exorta: “...E ninguém aparecerá diante de mim com as mãos vazias.”(Ex 34.20).
Assim, cabe a nós a mesma pergunta do profeta: “Com que me apresentarei diante do Senhor, e me prostrarei perante o Deus excelso?...” (Mq 6.6)

Rev. Marcos M. Hostins

30 outubro 2009

CINCO RESOLUÇÕES PARA O AVIVAMENTO PESSOAL

“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir; mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça..” (Is 59.1-2)

Você deseja ser um instrumento nas mãos de Deus? Deseja ver o poder de Deus utilizando-o como seu instrumento? Você almeja que suas orações sejam respondidas? Se deseja estas coisas, então a barreira do pecado que se encontra entre você e Deus tem de ser demolida, e o estilo de vida de santidade e amor a Deus, renovado. Pague o preço necessário para estar correto em seu relacionamento com Deus e ser um meio de vivificação espiritual para outras pessoas:
1) Arrependa-se de todo pecado conhecido (Ap 3.19) Não durma esta noite, nem viva este dia sem se arrepender completamente de todo pecado conhecido que tem praticado contra Deus (Tg 4.4-10; 2 Co 7.10);
2) Abandone todos os hábitos e atividades questionáveis (Rm 14.23b) Não durma esta noite, nem viva este dia sem remover da sua vida todo hábito e toda atividade das quais não tenha a absoluta certeza de que são aprovados por Deus (1 Co 10.31; Rm 13.14; 14.14);
3) Corrija os erros que existem entre você e outros irmãos (Mt 5.23,24) Não durma esta noite, nem viva este dia sem fazer todo o possível para corrigir quaisquer erros entre você e seu irmão (Mt 6.14,15; 18.15-35; Rm 12.17-21; Cl 3.12-15). Confissão aos outros deve ser tão pública quanto o nosso pecado e pode incluir restituição;
4) Mantenha comunhão com Deus, por meio da oração e da meditação na Palavra de Deus (Sl 119.107b; 1 Tss 5.17) Não durma esta noite, nem viva este dia sem passar momentos tranquilos com Deus, em oração, e meditar sinceramente em sua Palavra (1 Pe 2.2,3; Jo 17.17; 16.23,24; Cl 3.15,16; Mc 11.22-26);
5) Confie em Deus para usar você como um instrumento na vida de outras pessoas (Tg 5.19,20) Não durma esta noite, nem viva este dia sem suplicar e esperar que Deus te use como um instrumento eficiente na vida de outras pessoas (2 Tm 2.2,21; Jo 15.16; Cl 4.3-6; Jd 22,23; 1 Pe 4.11; Sl 51.10-13).

Extraído, resumido e adaptado (Revista Fé Para Hoje)

23 outubro 2009

TROCA DE FAMÍLIA



“Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos rudimentos do mundo; mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gl 4.3-5)


No reality show na televisão, denominado “Troca de Família”, duas famílias são selecionadas, e a mãe de cada família deve passar uma semana na casa da outra, substituindo a verdadeira. Normalmente são escolhidas famílias com culturas completamente diferentes (hippie X caipira; rica X circense; etc.). Isso pretende trazer o drama do programa: como essas mulheres e famílias com culturas tão diferentes se comportarão em outra realidade?
A Bíblia também nos fala de uma troca familiar que acontece no contexto espiritual. Porém, em vez de serem as mães substituídas por outras; o que ocorre é a transferência definitiva dos filhos. Ou seja, a partir do momento da conversão de uma pessoa à fé no Senhor Jesus, ela deixa de pertencer à família decaída do pecado e passa a ser adotada no ambiente familiar e acolhedor de Deus, o Pai.
Jesus enunciou a realidade dessas duas famílias. Deixou claro que aqueles que servem aos desígnios da mentira e engano são filhos do diabo (Jo 8.44). Também Paulo diz que aqueles que pervertem o caminho de Deus, possuem essa mesma paternidade (At 13.10). Enfim, todo pecador habita na família diabólica, como diz Jesus: “...em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.” (Jo 8.34).
Porém Deus, pela graça, atua de forma maravilhosa libertando o homem da descendência pecaminosa e adotando-o em Sua família. Como? Através de Seu Filho Jesus: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12).
Essa transferência não é apenas temporária e experimental; mas real e definitiva, pois: ”Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (Jo 10.29). E como diz Paulo: “[Deus] nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados”(Cl 1.13,14).
Assim, nessa nova realidade, não vivemos no drama de retornar às velhas atitudes; mas somos levados à santificação, pelo Espírito Santo (I Co 6.8-11).



Rev. Marcos M. Hostins

15 outubro 2009

A Maldição do Homem Moderno




Existe uma maldição antiga que permanece conosco até hoje a disposição da sociedade humana de ser completamente absorvida por um mundo sem Deus.

Embora Jesus Cristo tenha vindo a este mundo, este é o pecado supremo dos incrédulos, o qual levou o homem a não sentir nem sentirá a presença dEle que permeia todas as coisas. O homem não pode ver a verdadeira Luz, tampouco pode ouvir a voz do Deus de amor e verdade.
Temos nos tornado uma sociedade “profana” completamente envolvida em nada mais do que os aspectos físico e material desta vida terrena. Homens e mulheres se gloriam do fato de que são capazes de viver em casas luxuosas, e dirigir os melhores carros que o dinheiro pode comprar coisas que gerações anteriores nunca puderam ter.
Esta é a maldição que jaz sobre o homem moderno ele é insensível, cego e surdo em sua prontidão de esquecer que existe um Deus. Aceitou a grande mentira e crença estranha de que o materialismo constitui boa vida. Mas, querido amigo, você sabe que o seu grande pecado é este: a presença eterna de Deus, que alcança todas as coisas, está aqui, e você não pode sentí-Lo de maneira alguma, nem O reconhece no menor grau? Você não está ciente de que existe uma grande e verdadeira Luz que resplandece intensamente e que você não pode vê-la? Você não tem ouvido, em sua consciência, uma Voz amável sussurrando a respeito do valor e importância eterna de sua vida, e, ainda assim tem dito: “não ouço nada”?
Muitos homens imprudentes e inclinados ao secularismo respondem: “Bem, estou disposto a agarrar minhas chances”. Isto é tolice porque os homens não podem se dar ao luxo de agarrar as suas chances quer sejam salvos e perdoados, quer sejam perdidos. Com certeza, esta é a grande maldição que jaz sobre a humanidade de nossos dias os homens estão envolvidos de tal modo em seu mundo sem Deus, que recusam a Luz que agora brilha, a Voz que fala e a Presença que permeia e muda os corações.
Bem, Ele está aqui agora. A Palavra, o Senhor Jesus Cristo, se tornou carne e habitou entre nós; e ainda está entre nós, disposto e capaz de salvar. A única coisa que alguém precisa é clamar com um coração humilde e necessitado: “ó Cordeiro de Deus, eu venho a Ti; eu venho a Ti!”.fazer

A. W. Tozer (Extraído e resumido)

05 outubro 2009

Seção: E-mail recebido (001): Coerência cristã e Revelação Divina


Ola Pastor e amigo Marcos!


Outro dia falei com um amigo, que dizia que " acredito em qualquer coisa que não tenha Deus no meio" , fiquei meio estarrecido e ao mesmo tempo, sem muito argumento para convencê-lo.


Tenho um [conhecido], que vem de uma familia evangélica, adora discutir sobre a Bíblia apontando os erros de quem não esta de acordo com as normas dela, mas fuma , bebe muito , nunca vai em sua igreja, outro dia perguntei se ele realmente acreditava na Bíblia, ele disse que sim, fiz outra pergunta, então porque não segue sua normas,ele respondeu " por que sou sem vergonha" ...Diante de tantas dúvidas, questionamentos, e até de muita gente que se diz crente e temente a Deus, mas que não segue aquilo que acredita me vem uma pergunta.." sera que eles acreditam mesmo?"..


Outro dia me veio alguns questionamentos, por que Deus não inspira alguem, algum conteporâneo nosso para escrever algum livro da Bíblia, com uma linguagem mais direta e que não deixe nada entre linhas, não deixando sombra de dúvidas sobre o que realmente quer dizer, agora pensando como administrador no marketing de Deus(querendo salvas almas a todo custo), não seria interessante que ele aparecesse e dissesse pra todos ouvirem, podem acreditar eu Existo...confesso amigo que iria ajudar muita gente que esta em com dúvida.Parece que Deus tem um senso de humor muito grande. Mas pensando seriamente talvez poderíamos evitar muitos males, com a certeza de que Deus existe muita gente , inclusive religiosos , teriam uma vida mais fácil, teriam a certeza de uma boa colheita se plantassem uma semente boa. Há quem diga que querer entender os mistérios de Deus com a nossa mente, e querer colocar o ocenano num copo d'agua. Acho que ja escrevi demais.Gostaria de saber sua opinião., gostaria de ter mais argumentos pra ajudar pessoas a serem melhores , acreditar em algo divino , alem da nossa compreensão. ok abraços


Cesar
___________________________________________
Resposta:

Oi meu amigo César;


É bom demais poder conversar contigo, principamente quando é sobre um assunto que amo compartilhar: os mistérios de Deus.

A sua dúvida a respeito dos que dizem conhecer a Deus, mas a si mesmo denominam de "sem-vergonha" por não obedecê-Lo, é a grande realidade da religiosidade atual. É interessante esse paradoxo: nunca foi tão fácil obter "conhecimentos acerca de Deus", mas ao mesmo tempo, há uma profunda hipocrisia e ignorância daqueles que dizem conhece-Lo. Os mesmos que exigem que os outros sejam obedientes a Deus, são os que cometem os piores erros. Não é a toa que vemos tantas denúncias de líderes religiosos que cometem adulterio, pornografia, pedofilia, estupro e etc. Era a respeito desse tipo de pessoas Jesus chamava de "fariseus" - homens profundamente religiosos, mas que lhes falta essência da verdadeira fé; ou seja: o amor, a misericórdia e a justiça (veja em Mt 23.23: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas."). como vc me pergunta "será que eles acreditam mesmo?", eu tenho que lhe responder que sim. Entretanto não da forma bíblica. Eles crêem em Deus, da mesma forma que o diabo, veja que Tiago diz: "Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem." (Tiago 2.19). Mas como diz Jesus, as pessoas não são salvas por se dizerem crentes, religiosos, por acreditarem nele, ou mesmo por serem líderes religiosos. A advertência em Mateus 7.21-23: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.". Ou seja, a entrada no "reino dos céus" não é para aqueles que dizem conhecer a Jesus, mas para aqueles a quem Jesus conhece. E como é isso, talvez vc pergunte (e aqui estou cometendo o perigo de ser bem mais longo em minha mensagem do que vc - rs). Paulo diz, em Romanos 8.29,30: "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou...".

E é aqui que eu me ligo em suas perguntas finais: "pq Deus não inspira alguém atualmente parscrever um novo livro da Bíblia? E porque Deus não aparece dizendo; 'Eu Existo, Creiam em mim'?". A primeira pergunta é respondida por Paulo em Gálatas 1.8: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema." Ou seja, o próprio Deus já decidiu que não haveria uma nova revelaçao além daquela que El já deu. Os homens não precisam de novas inspirações divinas. Como vc deve ter visto no título do meu blog, são nas veredas antigas que aprendemos a vontade de Deus. Se viesse uma "nova inspiração", vc acha que realmente tudo resolveia? Creio que não, pois tenho a certeza que os homens são capazes de fazer novas confusões, assim como já fazem naquilo que Deus já revelou.

A outra pergunta tb já foi respondida por Jesus. Veja em Mt 12.38; 16.1; Jo 6.30. mas deixarei o mais explícito em João 10.24-26: "Rodearam-no, pois, os judeus e lhe perguntavam: Até quando nos deixarás perplexos? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho de mim. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;". Viu? Jesus já fez isso, mas os fariseus (grandes religiosos e conhecedores da palavra de Deu, da época), nem eles creram. E pq? pq conforme diz Jesus, eles não faziam parte dos chamados para isso.

Talvez muitas coisas soem estranhas para vc agora. Creio que talvez tenha respondido algumas perguntas, e levantado muita outras em sua mente. Eu gosto disso, pois como diz uma propaganda atual: "não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas...".

Eu amo esse tipo de dúvidas e curiosidades. E saiba que elas não são exclusivas de vc. Muitas pessoas passam pelo mesmo questionamento. Parabéns, pq vc foi capaz de perguntar.

Não deixe de fazer mais perguntas, terei o maior prazer em respondê-las.
 
Na graça do nosso Senhor Jesus que nos conhece verdadeiramente

Do seu amigo

Pr. Marcos M. Hostins


29 setembro 2009

Motivados Para Trabalhar

“Assim edificamos o muro; e todo o muro se completou até a metade da sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar.”
(Ne 04.06)

Baseados nos livros pós-exílicos (Esdras, Neemias, Ageu, Zacarias e Malaquias), podemos ver o empenho de homens dedicados a reconstruir uma sociedade até então destruída e arrasada pelo cativeiro babilônico. Homens como Esdras e Neemias, foram instrumentos de Deus para liderar o povo no trabalho da reconstrução da sociedade judaica nas áreas civil, política e até mesmo religiosa. E, assim, aprendemos que Deus pode e quer nos usar da mesma forma, hoje, na Sua obra, na expansão do evangelho e do seu Reino. Portanto, há pelo menos quatro pontos a observar nestas narrativas bíblicas:
Primeiramente, todo ânimo e motivação vem de Deus a nós (Ed 1.5). As pessoas motivadas ao trabalho são aquelas que têm dado abertura ao agir de Deus em seu coração; estando com os ouvidos abertos para escutar o Seu chamado: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Ap 3.20).
Em segundo lugar, vemos que o trabalho na Seara é também uma responsabilidade pessoal (Ne 2.20; 1Cr 29.5; cf. 1 Co 9.16). Deus nos chama, mas também somos agentes livres, e dessa forma respondemos de forma positiva ou negativa ao chamado do Senhor para o trabalho. Porém lembremos da exortação que Jesus faz em Mt 3.10: “E já está posto o machado á raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.”
Em terceiro lugar, o trabalho é para quem tem visão espiritual. Devemos olhar para o passado visualizando os bons exemplos de fé dos irmãos dedicados ao Senhor; porém nos lançando ao trabalho de hoje para que exista algo a ser visualizado pelos nossos dias. Lembrando que aquilo que Deus já fez no passado, ainda pode fazer hoje e de forma mais grandiosa ainda: “A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos exércitos;...” (Ag 2.9).
Em quarto lugar, o trabalho é para quem ama a obra de Deus (Ne 2.17). Davi diz: “Senhor, eu amo a habitação da tua casa e o lugar onde a tua glória assiste” (Sl 26.8). Você ama?
Rev. Marcos M. Hostins

Aquecendo o Amor

“...e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24.12)

Uma das características de nossos dias é o esfriamento do amor. Vemos suas evidências quando lemos ou assistimos nos jornais, notícias que falam de bebês jogados no lixo, assassinatos, crescente número de divórcios e etc.
Nas igrejas, vemos o amor esfriando principalmente no aspecto dos relacionamentos.. Irmãos que não se olham, não se cumprimentam, não se interessam em saber das dificuldades do outro para orar. E, consequentemente, esse “gelo emocional” atinge a esfera da nossa espiritualidade; pois como disse o apóstolo João: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1 Jo 4.8).
Assim, convém que voltemos ao sentimento do nosso primeiro amor (Ap 2.4). Quem não se lembra daqueles sentimentoS causados pelo(a) primeiro(a) namorado(a)? O simples tocar nas mãos, o beijo carinhoso, as palavras que faziam palpitar o coração?
É isso que Deus quer que mantenhamos em nosso coração. Que ao nos aproximarmos dEle, nosso coração acelere de emoção, nossos olhos brilhem de alegria, nossas bocas exultem de louvor e todo nosso ser seja transformado pelas suas palavras.
Eu quero amar a Deus, cada dia mais intensamente! Quero que todos meus atos expressem esse amor por Ele. E o interessante disso, é que essa demonstração de amor não afeta apenas a mim e a Ele, mas também afeta aqueles que estão ao meu redor. Quando eu amo a Deus em meu coração e em meus atos, todos os meus irmãos também sentem e recebem desse amor (1 Jo 4.7,20).
Lembremos que somente podemos amar a Deus, porque Ele primeiramente nos amou (1 Jo 4.10,19). E esse amor por nós foi tão gracioso que Ele sacrificou o Seu próprio Filho em nosso favor (Jo 3.16).
Que essa semana seja o início (ou reínício) do crescimento do amor em nossos corações! E seriamente, acatemos a exortação: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.” (1 Jo 3.18)

Rev. Marcos Maurício Hostins

28 setembro 2009

Investidor De Obras Divinas


“Esperaste o muito, e eis que veio a ser pouco, e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu com um assopro o dissipei. Por quê? – diz o Senhor dos Exércitos; por causa da minha casa, que permanece em ruínas, ao passo que cada um de vós corre por causa de sua própria casa.” (Ageu 1.9)

Quando o profeta Ageu escreveu essas palavras, o povo de Judá havia retornado da Babilônia; estavam reconstruindo a cidade e suas casas.
Ageu tinha um grande zelo pelo templo do Senhor. Mas muitos dentre o povo de Deus estavam apáticos. Eles não se importavam com a obra de Deus como se importavam com o seu próprio conforto. Enfim, Ageu estava lidando com pessoas que não se importavam!
E podemos ver como essa palavra de mais de 2.500 anos atrás ainda á válida e real hoje. O palco muda (não estamos em Jerusalém), o povo muda (não somos judeus), a situação muda (não estamos retornando de um cativeiro), mas os personagens e sentimentos continuam os mesmos.
Infelizmente a realidade da igreja não é tão diferente da época de Ageu.
Encontramos, da mesma forma, muitas pessoas preocupadas com suas “casas apaineladas” (v. 4), e totalmente desinteressadas da obra de Deus. Infelizmente não percebem que o semear sem Deus só faz frutificar a frustração e a decepção (v. 6).
Irmãos, está na hora – como diz o apóstolo Paulo – de “despertarmos do sono, porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando, no princípio, cremos” (Rm 13.11). É passada a hora de investirmos na obra de Deus (evangelizemos com afinco e fervor); é passada a hora de acordarmos!
Quem, como crente, investe a sua vida apenas em questões terrenas e pessoais, deixando o investimento eterno e espiritual em segundo plano, nunca leu ou entendeu o que Jesus quis dizer com:
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33).

Rev. Marcos Maurício Hostins

26 setembro 2009

Crescei e Multiplicai-vos

Em Gn 1.28 encontramos a primeira bênção de Deus ao homem, juntamente com sua primeira ordem: “Crescei e multiplicai-vos”. Apesar de que essa ordem é unanimemente entendida em termos biológicos, gostaria aqui de acrescentar o seu valor espiritual.

Quando Deus criou o homem e ordenou sua multiplicação, tinha um propósito além da simples povoação da terra. Ele queria que os descendentes de Adão também O conhecessem. Não somente a raça humana deveria se multiplicar, como também o conhecimento desses homens a respeito de Deus.

Assim, com Abraão vemos essa multiplicação em termos mais extensos que apenas o biológico. Através de Abraão o conhecimento a respeito de Deus deveria ser multiplicado às demais nações, e assim elas seriam abençoadas e benditas (Gn 12.2,3). Isso é reafirmado e estendido por Jesus em Mc 16.15 e At 1.8.

Mas o que é crescer (no aspecto espiritual)? Resumindo, Paulo responde que é o desenvolvimento do crente em Cristo (Ef 4.15,16), através das observâncias das doutrinas apostólicas (Ef 2.20,21), da prática do amor (1 Tss 3.12) e, conforme diz Pedro, na graça e conhecimento de Jesus Cristo (2 Pe 3.18). De qualquer forma, esse crescimento somente é possível através de Deus (1 Co 3.6; Cl 2.19).
Entretanto, o crescimento não é um fim em si mesmo. Jesus ensina que todo ramo deve dar fruto (Jo 15.1,2), e assim somos nós. Enquanto crentes devemos crescer na fé a fim de frutificarmos, multiplicarmos.
Jesus discipulou doze homens com o fim de que eles multiplicassem as suas palavras (Mt 28.19,20). Essa multiplicação ocorrida no decorrer da história chegou a nós, as boas sementes plantadas por Cristo (Mt 13.38). Mas visto que essa semente já brotou e cresceu, devemos perguntar: “como anda a multiplicação hoje?”.
Atentemos ao fato de que um dos comprovantes de nossa salvação são os frutos que geramos. As boas sementes de Deus não são estéreis, mas frutíferas que produzem a trinta, sessenta e cem por um (Mt 13.8).
Essa foi a forma do crescimento da Igreja Apostólica (At 9.31; 12.24; 19.20) e deve também ser o nosso! Que a cada ano, os nossos frutos possam abundar em novas sementes!

Rev. Marcos Maurício Hostins

25 setembro 2009

O Valor da Hospitalidade

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.” (Hebreus 13.2)

Como é bom visitar a casa de um parente ou amigo e sentir o desejo de poder voltar novamente, devido à recepção realizada! Como é bom perceber nos anfitriões a alegria de compartilhar o conforto de seu lar!
Segundo o dicionário Aurélio, hospitalidade é o acolhimento afetuoso de uma pessoa. É interessante observar que sempre que os apóstolos tratam desse tema em suas cartas, geralmente o conectam a outra grande virtude: o amor (cf. Rm 12.9-13; 1Pe 4.8,9; Hb 13.1,2). Isso porque a melhor acolhida é aquela na qual sentimos o calor amoroso e aconchegante do coração daquele que nos recebe.
O texto acima impresso se refere à hospitalidade exercida a anjos. Naturalmente esse texto se refere Abraão (Gn 18.1-8) e a Ló (Gn 19.1-3). Sendo que este último, não somente insistiu em acolher os anjos em sua casa, como também – e como parte da hospitalidade – ofereceu um banquete e segurança a seus convidados. Por causa disso, foi salvo da destruição da cidade, ele e sua família.
O apóstolo Paulo em suas cartas a Timóteo e a Tito, fala que a hospitalidade é uma característica que deve ser encontrada nos líderes da Igreja (1Tm 3.2; Tt 1.8). Porém, ela não é um atributo que deve ser exercido apenas pelos pastores, presbíteros e diáconos. Pois essa virtude deve ser praticada por todos crentes (Rm 12.13; Hb 13.2: 1Pe 4.9).
A hospitalidade, portanto, é um dever seu e meu! É uma prática de pessoas que foram regeneradas pelo Espírito Santo e que frutificam esse ato pelo amor que transborda em suas vidas. E é por causa disso, que Pedro exorta que não deve ser exercida juntamente com a murmuração (1 Pe 4.9). Não existe hospitalidade acompanhada de uma cara carrancuda!
Jesus nos garante uma hospitalidade sem igual para o nosso futuro. Ele disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” (Jo 14.2,3)


Rev. Marcos Maurício Hostins

23 setembro 2009

Estou Cheio Do Quê ?


“E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito,”

Ef 5.18


É fator de muita importância analisar o modo verbal pelo qual o apóstolo Paulo escreveu esta parte b do versículo 18. O modo usado é o imperativo. Ele é o modo das ordens, exortações, rogos, permissão, norma ou mandamento, e semelhantes. Portanto, o apóstolo não está suplicando, dando uma sugestão ou muito menos recomendando aos crentes de Éfeso para que fossem cheios do Espírito Santo. O apóstolo não está oferecendo uma opção de vida para os crentes de Éfeso. Não, ele está exortando, ou seja, é um mandamento.
Quando Paulo está ordenando que os crentes sejam cheios do Espírito Santo, ele está querendo dizer que os crentes devem ser controlados pelo Espírito. “É evidente que Paulo aqui está ordenando que nos submetamos ao domínio do Espírito Santo, de forma tão completa que todas as áreas da nossa existência fiquem debaixo do Seu domínio, e que o fruto do Espírito – encha nossa existência, como um vaso que está enchido até em cima.”.
Note que o apóstolo faz uma analogia aqui; quando ele diz: "E não vos embriagueis com o vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito". O que o apóstolo está dizendo? Em certo sentido, o que o apóstolo está expondo é: "não fiquem sob a influência do vinho; fiquem sob a influência do Espírito Santo". É exatamente o que significa. Ser cheio significa estar sob influência ou controlados.
A ordem de ser cheio é contrastada diretamente com a outra ordem de não se embriagar. “O álcool em excesso conduz a um comportamento incontrolado e irracional, que transforma o bêbado num animal”; a plenitude do Espírito, por sua vez, leva a um comportamento moral controlado e racional, que transforma o cristão na imagem de Cristo. Portanto, os resultados de estar sob a influência de emanações alcoólicas, por um lado, e do Espírito Santo de Deus, por outro são total e completamente diferentes. Um nos transforma em “animais”, o outro em “Cristo”.
No estado de embriaguez a pessoa perdeu todo o domínio próprio, ao passo que, quanto mais estivermos debaixo do controle do Espírito, mais domínio próprio nós teremos.
Nestes termos, plenitude do Espírito Santo é a influência que o Espírito exerce na vida dos crentes de maneira que essa influência tome posse de toda a mente da pessoa, fazendo assim, com que em todas as áreas da vida estejam controladas pelo Espírito.


(Extraído parcialmente do Estudo – “Plenitude do Espírito Santo”)

22 setembro 2009

A Recompensa Divina


“Disse-lhes o Senhor: muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei: entra no gozo do teu Senhor.”
(Mt 25.21)

É muito agradável e gratificante saber que além de estar no céu, há recompensas para os crentes que levam homens ao conhecimento da misericórdia de Cristo. Ademais, recompensa de nível e valores muito mais elevados do que o prêmio de levar homens à justiça ou ao cumprimento de seus deveres.
Além disso tal expediente está muito mais ao nosso alcance, visto ser esse o aspecto prático de nossa fé. Nem todos podemos, aliás, nem devemos sair à caça de transgressores da Lei de Deus ou criminosos declarados. Porém todos podemos, aliás, devemos tentar resgatar a todos os transgressores da Lei de Deus, e que por conseguinte, estão perecendo eternamente sem o necessário resgate da graça salvadora de Cristo. E, por mais incrível que nos pareça, tais pessoas formam um imenso e gigantesco exército ao nosso redor. Charles Spurgeon disse: “são verdadeiros enxames à nossa volta em todos os lugares”. Eis aí um vasto campo de ação para todos nós, e ninguém deve ou pode considerar-se excluído dessa responsabilidade, a não ser que queira renunciar as recompensas que o Senhor confere àqueles que lhes prestaram serviços na vida temporal.
À simples menção da palavra “recompensa”, alguns tapam os ouvidos e resmungam: “isso é legalismo!” Mas, isso não é verdade, irmãos. A recompensa que estamos falando, expressa pelo Senhor Jesus, não se refere a dívida ou hipoteca, mas SIM a uma concessão da GRAÇA que será desfrutada não com a orgulhosa impressão de merecimento, mas SIM com o grato deleite da humildade. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58).

Extraído e adaptado

21 setembro 2009

Uma Feliz Confissão: Sou Adotado !


“... mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.”
(Rm 08.15)


Quando ouvimos falar de crianças que foram adotadas, normalmente cercamos nossos sentimentos com um misto de dó, compaixão e felicidade. A dó é em virtude da condição da criança (sem pai, sem mãe, sem família, sem amparo, etc.). A compaixão consiste em nos colocar naquela situação, e os fazer pensar em quantas crianças ainda estão sem família principalmente as mais velhas, visto que as preferidas para adoção geralmente são as recém-nascidas.
E, enfim, a felicidade nos alcança por imaginarmos que aquele infante finalmente será mimado, acariciado e envolvido por todas as virtudes de um filho natural. Somo levados da pena à felicidade em instantes, ao refletirmos sobre a dura realidade desses pequenos desprezados.
Porém, um dos males do ser humano é sempre ver o que acontece com os outros em vez de olhar para a sua própria condição. Pois Paulo nos diz em quatro textos, que fomos adotados por Deus (Rm 8.15,23; Gl 4.5; Ef 1.5).
Paulo nos diz que antes de adotados pelo Pai, éramos apenas escravos do pecado (Rm 6.17); e Pedro diz que não éramos povo (1 Pe 2.10). Porém Deus o Pai em seu soberano propósito, e em amor nos predestinou para Ele, para adoção de filhos, por meio de seu unigênito, Jesus Cristo (Ef 1.5).
Assim, o filho unigênito do Pai (1 Jo 4.9), Jesus, se torna o primogênito, porque a partir da realização da obra na cruz, nós somos arrolados como família de Deus. Paulo, então, confronta um adágio atual do mundo que diz: “Deus é pai de todos”.
Portanto, cabe a nós duas atitudes: (1) olharmos as pessoas sem Cristo como órfãos sem o consolo e conforto do Pai, com a perspectiva de que pelo anúncio do evangelho também possam fazer parte dessa família e; (2) vivermos como filhos que levam o sobrenome do Pai em todas as coisas.
Eu não sou um filho adotado por meus pais. Mas pela graça, fui adotado pelo Pai Eterno! Louvado Seja Deus!

Rev. Marcos Maurício Hostins

20 setembro 2009

HOSPITAL É PARA DOENTES !


“Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento”
(Lc 05.31,32)

O texto acima se encontra num momento em que os fariseus e escribas murmuram contra Jesus por ele se assentar para comer e até mesmo (que escândalo!) se relacionar com publicanos e pecadores.
Assim, nessa resposta, Jesus quer demonstrar que ele procura justamente as pessoas necessitadas de Deus para conversar e direcioná-las ao evangelho. Os que já se acham santos não precisam de santificação, e sim aqueles que reconhecem sua realidade como doentes espirituais. Foi por isso que Ele não se negou em perdoar uma mulher adúltera (Jo 8.1-11); nem hesitou em se aproximar de um leproso (Mt 8.1-4), etc.
Hoje em dia precisamos continuar compreendendo essa mensagem de Jesus. A Igreja é o local onde devem adentrar todos os tipos de pecadores. A Igreja é o local que Deus utiliza para tratar e curar os homens contra as enfermidades do pecado. Assim, devemos trabalhar para de todas as formas tentar trazer os doentes ao hospital de Cristo.
Certa vez ouvi o testemunho de alguns irmãos, relatando a atitude de um senhor que ficava na porta da igreja observando as pessoas que se aproximavam dali. E assim ele permitia ou negava a entrada de tal pessoa no templo, conforme ele achava que esta pessoa estava digna ou indigna de participar do culto, por seus trajes, cabelos, maquiagem, adornos e etc.
Acaso era essa a mensagem de Jesus? Ao contrário, pois vemos uma séria repreensão do Senhor contra os mesmos escribas e fariseus: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar.” (Mt 23.13).
Irmãos, que tragamos para a casa de Deus todos os doentes espirituais a fim de ouvirem do Evangelho da salvação; para receberem cura para suas almas. (Sl 103.01-04). Que venham todos os pecadores ouvirem sobre o perdão que Cristo dá.
Que trabalhemos de todos os modos e o melhor possível para tentar alcançar o maior número de ovelhas perdidas. Que possamos falar como Paulo (1 Co 09.19-23) que não se lamentava por ser omisso na evangelização! Trabalhemos!

Rev. Marcos Maurício Hostins

18 setembro 2009

Crente Com Selo de Qualidade ?


“Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos dos homens?” (Cl 2:20-22)


O que é ser um crente verdadeiro? Como ter certeza de que Deus está se agradando de mim como crente? Hoje vivemos um período em que podemos avaliar a qualidade dos produtos que compramos e consumimos pelos selos que eles possuem. É o selo para o café puro, o selo ISO 9002, selo para brinquedos infantis, selo para posto de gasolina e etc. Se houvesse um selo de qualidade de vida cristã, como estaríamos?
Na verdade há crentes á procura desse selo, lutando e almejando adquiri-lo; e nesse afã de obtê-lo, alguns criam certas regras para suas próprias vidas: “eu tenho de fazer isso e aquilo”, “viver assim e daquela forma”, e muitas dessas regras são boas sugestões. Mas quando lemos a Bíblia, encontramos uma séria admoestação de Paulo contra as regras externas na procura de santificação (Cl 2:16-23), ou do “selo do bom cristão”. Jesus também rejeitou a santificação baseada em regras externas quando demonstrava que a religiosidade dos fariseus era nula (Mt 23:13-36). Até Deus fala que o culto prestado pelos verdadeiros crentes, vai muito além do cumprimento das regras externas da liturgia (Am 5:21-23; Sl 51:17). Então, o que isso quer dizer?
Isso significa que o comportamento do verdadeiro crente é o produzido por algo que vem de dentro, do nosso interior, e não por leis externas ao nosso coração. Foi isso o que Paulo quis demonstrar ao descrever o fruto do Espírito Santo (Gl 5:22-23); ou seja, quando o Espírito Santo habita em nós, Ele começa a produzir em nosso íntimo essas virtudes, que serão externadas em nossas atitudes.
É importante lembrar-nos que todos os crentes já são selados com o Espírito Santo (Ef 1:16; 4:30; 7:4), e essas virtudes são, e devem ser, atos naturais dos eleitos e selados do Senhor, pela habitação do Espírito Santo. Mas é claro que nessa frutificação temos nossas responsabilidades, uma cooperação com a santificação: a mortificação do pecado (Cl 3:5-11), e o vestir as novas atitudes cristãs (Cl 3:12-17).
Enfim, o selo do crente verdadeiro se encontra em quem vive a vida cristã de forma fiel e espontânea. É esse tipo de oferta que Deus quer (1 Cr 29:5b). É o tipo de vida que Deus espera de nós (Mt 5:16).

Rev. Marcos Maurício Hostins

17 setembro 2009

Colecionando Lixo



“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.”

(I Co 06.09,10)


Algum tempo atrás, na televisão, foi noticiada a vida de uma senhora, moradora num bairro de São Paulo, que por cerca de vinte anos, tinha por hábito acumular, guardar e depositar lixo em sua casa. Ela não trabalhava para reciclagem, porém, possuía o que os médicos chamam de um distúrbio psicológico (Transtorno Obsessivo Compulsivo).
Inicialmente, esta mulher, após breve conversa com uma médica, aceitou se desfazer das tralhas e lixos que estavam acumulados. Entretanto, quando o caminhão da prefeitura foi recolher o entulho, ela não mais queria permitir. Ela estava apegada àquela sujeira e detritos, como se fizessem parte de sua própria vida.
Assim, também, é a vida de inúmeras pessoas com relação às sujidades do pecado. Já se acostumaram a colecionar tantas formas de imundícia (das menores às maiores), que acham que não conseguem mais viver sem elas.
Essas pessoas são aquelas a quem o apóstolo Paulo declara como “escravas do pecado” (Rm 6.17). Elas estão tão viciadas em pecar, que o livramento dessa prática é impossível por suas próprias forças. Porém Jesus traz a receita para a cura: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).
No texto bíblico da introdução, Paulo deixa claro que quem coleciona pecados, não possui entrada no Reino de Deus. O Reino de Deus não produz ou estoca lixo apenas santidade. Por isso, no versículo seguinte, Paulo fala da ação divina na vida dos salvos: “E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”(v. 11). Somente sendo lavado pela água purificadora do Espírito Santo, é que estaremos em condição de participarmos da cidadania do Reino de Deus. Isso não se alcança por meio de esforço próprio, mas pela graça que age pela fé (Ef 2.8,9). Assim:

Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”(Ap 22.11).

Rev. Marcos Maurício Hostins

16 setembro 2009

Aparência Falsificada



“Pois dizes: estou rico e abastado, e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que és um infeliz, sim, miserável, pobre, cego, e nu...”

(Ap 03.17)


Uma das características das sete cartas escritas às sete igrejas da Ásia, nos três primeiros capítulos do livro do Apocalipse, é que essas mensagens possuem um caráter restrito e, ao mesmo tempo, abrangente. Ela é restrita quando dizemos que essa mensagem se dirigia especificamente à igreja destinada. Essa mensagem tinha a ver com o contexto real, pessoal e temporal daqueles irmãos.
Porém essa mensagem também é de caráter abrangente, pois seu ensino não ficou apenas para aquelas igrejas do passado, mas é também exortativo a todas as igrejas, de todas as épocas e lugares . Assim, vejamos a sua mensagem para nós:
Inicialmente, os v. 15-17 nos demonstra o conhecimento de Cristo a respeito de todas as obras e pensamentos de Sua Igreja. Nesse caso, específico, Jesus exorta a igreja contra a “mornidão espiritual”. Ou seja, de crentes que vivem “em cima do muro” espiritual. Ou como se diz por aí: “são crentes com um pé na igreja e outro no mundo”.
E Jesus aqui demonstra, que esse relaxamento espiritual é fruto de uma falsa compreensão de sua própria realidade espiritual (v. 17). Essas pessoas crêem ser prósperas espiritualmente, santas e cheias de visão; porém não conseguem perceber que, na verdade, estão miseráveis, envergonhadas e cegas.
Porém a misericórdia de Cristo continua a ofertar a cura para essa situação: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires [...] e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas”.
Importante é observar que a cura somente pode ser encontrada nas mãos de Jesus (“de mim compres...”), e que essa compra, não se baseia em dinheiro, mas em graça: “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” (Is 55.01).
Por fim, na despedida, Jesus ensina que sua exortação se baseia no amor (v. 19) e na busca do relacionamento (v. 20). Que, portanto, respondamos positivamente a essa exortação!


Rev. Marcos Maurício Hostins

15 setembro 2009

Qual é a Sua Fé?


Devemos aprender do exemplo de Davi a prudência de conservar armas provadas e eficazes. Muitos têm afirmado ser improvável que Davi matou o gigante utilizando uma pedra. Cumpre-nos usar os mais adequados instrumentos que pudermos encontrar. No que diz respeito às pedras de Davi, ele não as apanhou ao acaso. Davi as escolheu diligentemente, selecionando pedras lisas que se encaixariam com perfeição em sua funda, o tipo de pedra que ele imaginava serviria melhor para o seu propósito. Davi não confiava em sua funda. Ele nos disse que confiava no Senhor; todavia, saiu para confrontar o gigante com sua funda, como se estivesse sentindo que a responsabilidade era dele mesmo.

Esta é a verdadeira filosofia da vida de um crente. Você tem de realizar boas obras tão zelosamente como se tivesse de ser salvo por meio delas e tem de confiar nos méritos de Cristo como se não tivesse feito nada. Esta mesma atitude deve manifestar-se na obra de Deus: embora você tenha de trabalhar para Ele como se o cumprimento de sua missão dependesse de você mesmo, precisa entender com clareza e crer com firmeza que, afinal de contas, toda a questão, desde o início até o final, depende completamente de Deus. Sem Ele, tudo o que você planejou ou realizou é inútil.

Deus nunca pretendeu que a fé nEle mesmo fosse sinônimo de indolência. Se a obra depende completamente dEle, não há necessidade de que Davi utilize sua funda. Na realidade, não existe necessidade nem mesmo do próprio Davi. Ele podia virar as costas dizendo: “Deus realizará a sua obra; Ele não precisa de mim”. Essa é a linguagem do fatalista; não é a linguagem que expressa a maneira de agir daqueles que crêem em Deus. Estes dizem: “Deus o quer; portanto, eu o farei”. Eles não dizem: “Deus o quer, por isso, não há nada para eu fazer”. Pelo contrário, eles afirmam: “Visto que Deus trabalha através de mim, eu trabalharei por intermédio de sua boa mão sobre mim. Ele concederá forças ao seu frágil servo e me utilizará como seu instrumento, que, sem Ele, não serve para nada”. Se você está disposto a servir a Deus, ofereça-Lhe o melhor. Não poupe nenhum músculo, nervo, habilidade ou esperteza que você pode dedicar ao empreendimento. Não diga: “Qualquer coisa será proveitosa; Deus pode abençoar minha deficiência tão bem quanto minha competência”. Sem Dúvida, Ele pode, mas certamente não o fará.

C.H. Spurgeon (Extraído).

14 setembro 2009

Vidas Cinzas


“Fiquei semelhante ao pó e à cinza”
(Jó 30.19b)

Um certo dia, quando morava ainda em Porecatu, percebi principalmente nos cantos da áreas de nossa casa um evento costumeiro nos municípios onde há usinas canavieiras: o tempo das cinzas. Esses flocos negros de restos canaviais vão se adentrando em nossos lares, nas frestas das janelas, se acumulando em todos os cantos possíveis e sujando tudo o que anteriormente estava limpo.
Isso sem falar do fato de que estamos nos referindo apenas aos efeitos nocivos desses flocos visíveis, sem citar aquelas cinzas já diluídas que penetram em nossos organismos, e não percebemos os malefícios que podem nos surgir disso.
Assim também é a vida espiritual de muitas pessoas: cinzas... apenas cinzas! Isso tanto no aspecto físico, quanto da cor. Quanto ao aspecto físico, Paulo fala que todas as nossas obras para o reino de Deus, serão passadas pelo crivo do fogo do Espírito Santo (1 Co 3.11-15). Infelizmente alguns crentes terão ao fim do julgamento de suas obras, apenas as cinzas dos materiais perecíveis com que construíram a obra de Deus. Serão salvos com cinzas nas mãos!
Por outro aspecto, alguns crentes vivem suas vidas com uma matiz estranha: o cinza! O cinza não é preto nem branco e muito menos colorido. E assim, esses, demonstram um cristianismo sem graça, sem vida, sem atrativo, que contrasta com a vivacidade de cores com que o apóstolo João descreve a glória eterna na qual deveremos habitar (Apocalipse 21).
Essas cinzas espirituais, assim, vão adentrando na vida dos crentes, sujando sua santidade, tirando o brilho da felicidade cristã e se acumulando nos vasos que deveriam estar cheios do óleo do Espírito Santo.
Não nos contentemos com as cinzas nas nossas vidas. Deus nos quer brilhando, reluzindo a Sua glória!
Brilhemos para o Senhor!

Rev. Marcos Maurício Hostins

11 setembro 2009

Aproveita As Madrugadas


“Eu, porém, Senhor, clamo a ti; de madrugada a minha oração chega à tua presença.”
(Sl 88.13)


Se tu acordares no meio da noite, presenciando silêncio profundo, quando “a cidade dorme e a ambição humana descansa sob cobertores...” não te deixes dominar pelas ondas do sono ou da preguiça (Pv 6.9,10). Sei que não é fácil, pois é maravilhoso dormir, especialmente nas horas caladas. E nessas noites de inverno, então...

Contudo, reage! Pode ser o Senhor te chamando para falar na intimidade (Sl 25.14). É a situação mais estratégica, mais apropriada. Após Ter dormido por algum tempo, tua mente está leve, isenta de qualquer poluição e a tua alma, mais receptiva. Abre a PALAVRA DE DEUS. A leitura, assim como a oração, em voz audível para ti mesmo, tem três vantagens: a) evita intersecção de pensamentos (concentra); b) estabelece um diálogo mais íntimo com o Pai; c) afugenta o inimigo, que Não é onisciente, mas ouve tudo que se fala.

Ora, neste século as pessoas parecem autômatos. A roda-viva da agonia existencial quer levar de arrastão as criaturas que, na enorme luta pró-sobrevivência, nem param para pensar e nem buscam se encontrar.

Felizes os que já experimentaram a conversão e, através do Mediador Eterno, podem se comunicar com Deus. “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscares de todo o coração” (Jr 29.13). Estás aflito? As esperanças humanas falharam? Então leia Mt 7.7,8: “pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe, o que busca, encontra e ao que bate, se abre”. Lembra-te que temos à disposição o maior manancial de poder. Se és fiel ao Senhor, ainda podes contar com Ele. A oração é a chave do sucesso, da realização e da paz.
Muita oração, muito poder. Pouca oração, pouco poder. Nenhuma oração, nenhum poder. Experimenta, pois, buscar ao Senhor no silêncio da noite.

Procuremos conhecer ao Senhor!


EXTRAÍDO

Clamando pelo Brasil


“...e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”(2º Cr 07.14)


Normalmente agradecemos a Deus por vivermos num país sem guerras, desastres naturais ou mesmo sem graves conflitos civis e perseguições religiosas, que podem acabar por nos levar à imaginação que nossa situação é muito confortável e cômoda.
Porém, Deus falou a Jeremias que a aparência da paz pode ser perigosa ou até mesmo ilusória: “Também se ocupam em curar superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” (Jr 6.14).
Assim, o que precisamos aprender, é que a visão de Deus quanto a realidade espiritual de uma nação, não se mede com relação à ausência ou existência de conflitos e perseguições; mas, sim, com relação à sua espiritualidade. E nesse sentido, deveríamos lamentar profundamente a realidade em que se encontra o nosso amado Brasil.
Primeiramente porque apesar de ser um país que se denomina cristão, não encontramos nenhum resquício da verdadeira cristandade, ou mesmo dos princípios básicos do cristianismo, como o amor, benignidade, bondade, misericórdia, verdade, incorruptibilidade, etc.
Em nosso amado país o que governa é o espírito desse mundo com suas influências carnais e diabólicas (2 Co 4.3,4). Para comprovar isso, basta uma breve análise dos noticiários e jornais que diariamente nos informam sobre corrupções, assassinatos, abandonos de crianças, e as mais diversas e piores imoralidades existentes – inclusive o adultério espiritual.
Dessa forma, o que precisamos fazer como o povo que se chama pelo nome de Deus, é orar, clamar, intercedermos, confessarmos os nossos pecados e de nossa nação; a fim de que o nosso Deus – que é o único verdadeiro – tenha misericórdia de nós, atenda o nosso clamor e sare a nossa terra
E que assim, sejamos purificados pelo poder do Espírito Santo, e que aqui – a começar por nós – inicie um grande avivamento em nosso país, para a glória de Deus!

Rev. Marcos M. Hostins

10 setembro 2009

Salmos 12: (parte 2)

(Antes de ler essa mensagem, veja postagem anterior)
II) Atitude de Esperança (v. 3,4)
Se ficarmos somente na atitude de reconhecimento, é perigoso chegarmos a um estado de depressão. Pois veríamos tantos problemas e assombros que nos faria desistir de viver. Por isso a esperança é necessária.
E como faz Davi, não há melhor depósito de esperança que a colocada no Senhor. Temos de esperar que Deus irá julgar através de sua santidade e justiça, todo o mal. Davi, no v. 3, coloca a língua mentirosa e a língua soberba como os alvos que ele espera que Deus elimine.
Um dos grandes males de nossa época é realmente a língua mentirosa. Enquanto algumas pessoas acham que através da mentira se pode resolver alguns problemas, elas mesmas se enganam deixando de perceber que a mentira atrai cada vez mais problemas. Quantos problemas não são atraídos pelas mentiras inventadas. Até guerras já existiram por causa de mentiras inventadas. Certa vez Jesus falou que “o diabo é o pai da mentira” (Jo 8.44). Por isso a esperança do homem de Deus está em Deus acabar com isso.
Mas além disso, há também a língua soberba, e ela se expressa conforme o v. 4. O grande problema da língua soberba é que ela acha que não deve prestar conta a ninguém. São pessoas que se acham auto-suficientes e não dão conta de seus atos a ninguém a não ser a si mesmas.
Quantos problemas advêm de pessoas assim! Pessoas orgulhosas e tão cheias de si mesmas que se acham livres para fazer de suas vidas e até mesmo da vida dos outros, o que bem lhe entender. Especificamente neste texto, vemos que estas línguas soberbas se gabam até mesmo de suas realizações através de suas línguas enganosas! São pessoas que se acham o máximo por terem conseguido as coisas através dos enganos de suas línguas.
Precisamos de uma atitude de esperança para que Deus elimine este mal de sobre a face da terra. A soberba e a falsidade já se tornaram tão comuns em certos lares, que algumas pessoas já não conseguem viver sem elas. Só nos resta a esperança!

III) Atitude de Certeza (v. 5-8)
O grande consolo de Davi é que sua esperança não ficaria frustrada. Diante de uma realidade tão cruel, amarga e terrível e de uma esperança de uma única solução, o melhor consolo vem da certeza da ação de Deus.
O v. 5 nos mostra essa certeza vinda do próprio Deus: “eu me levantarei e porei a salvo a quem por isso suspira”. Como Davi já estava suspirando por justiça e por restauração, essa palavra do Senhor lhe trazem um alívio certo.
Isso se firma pelo próprio fato da fidelidade de Deus e da pureza de suas palavras. Se as palavras dos homens são falsas, enganosas e fraudulentas; as palavras do Senhor, ao contrário, são puras (v. 6). Se as palavras dos homens nos trazem dúvidas quanto as suas intenções, as palavras de Deus nos trazem alívio, pois são refúgio certeiro.
Por isso Davi pode expressar no v. 7 toda essa certeza: "Guarda-nos, ó Senhor; desta geração defende-nos para sempre.".

09 setembro 2009

Salmos 12: Senhor, Salva-me Desse Mundo ! (1ª-Parte)

Davi, neste momento, via-se rodeado por pessoas totalmente acostumadas com o pecado. Pessoas que nem mais tinham a consciência do que era errado e pecaminoso. Ele via-se num mundo tão conturbado pela mentira, soberba e engano que parecia não ter mais consciência no mundo. Parecia não haver pessoas justas vivendo.

Portanto, vejamos três atitudes que devemos ter em meio a um mundo conturbado:


I) Atitude de Reconhecimento (v. 1,2)

A primeira atitude de Davi, foi de reconhecer o meio em que estava vivendo. Ele olha para o lado e vê que a realidade em que está vivendo está totalmente corrompida, contrária àquilo para o qual Deus criou. Por isso seu primeiro sussurro é um pedido de socorro. Ele exclama: “Socorro, Senhor!”, porque não há outro lugar a se pedir auxílio.
Só em Deus pode-se achar o socorro necessário pois, como diz o próprio Davi, “não há homens piedosos”. Em outras versões encontramos “homens misericordiosos”. Mas tanto numa versão como na outra a expressão de Davi angustiada é a simples falta de pessoas que se preocupem em fazer o bem. São tantas injustiças sendo ocorridas que parece não haver pessoas de bom senso no meio de tanta corrupção. É por isso que ele exclama que o fiel desaparece entre os filhos dos homens (v. 1b).
Isso é o que ocorre no mundo em que vivemos. Ao olharmos para cada lado de nossa existência vemos somente aquilo que nos desagrada. Assistir jornal hoje em dia é esperar assistir somente notícias que nos trazem angústia. Vemos fatos sobre corrupção, fome, guerras, especulação, violência e tanta tristeza, que isso traz aos nossos lares somente as mesmas coisas que assistimos. Não somente nos jornais, mas em qualquer outro programa que passe, seja novela, filmes ou programas de auditório, o que faz audiência é cada vez mais violência.
Hoje o mundo vive à beira da “mídia do desespero”. É teste de paternalidade que traz audiência, é cena de violência para se vender tênis ou mesmo salgadinho. Até desenhos animados que fazem o gosto da garotada, são aqueles que trazem a morte dos inimigos.
A realidade, portanto, é que a piedade e misericórdia não trazem mais efeitos sobre as pessoas como traz a violência e outras perturbações. Davi estava vivendo isso na sua realidade. Ele estava tendo a atitude de reconhecimento do mundo em que estava vivendo.
O v. 2 mostra mais um pouco disso, falando sobre os “lábios bajuladores, e coração fingido”. Pessoas que se fingiam ser amigas para alcançar vantagens ou favores. Quantas vezes não vivemos esse tipo de realidade de “corações fingidos”? Não somente das outras pessoas em relação a nós, mas também de nossa realidade para com o outro.
O grande fato é que para que haja uma mudança de realidade, é preciso uma atitude de reconhecimento do meio em que estamos vivendo.
(continua no próximo...)

08 setembro 2009

Salmos 38: "Sara-me Senhor !"

O título original desse salmo é “De Davi, para memória”. Davi compôs este Salmo como um memorial para si mesmo, bem como outros, para que não se esquecesse facilmente o castigo pelo qual Deus o afligira. Ele bem sabia quão fácil e rapidamente os castigos com os quais Deus nos visita fogem da nossa mente. E dessa forma, somos também admoestados ao fato de que é um exercício muitíssimo proveitoso lembrar freqüentemente à memória os castigos com que Deus nos aflige em decorrência de nossos pecados.
Uma das coisas que devemos observar ao lermos uma poesia bíblica para interpretá-la, e que ela se difere de nossa atual modelo poético. Enquanto as nossas poesias freqüentemente são escritas pela rima sonora (cor-flor; amor-calor; etc.), na poesia hebraica, a rima ocorre pelo sinônimo (ex. v. 1: repreender-castigar; ira-furor).
É um fato curioso que quando Galileu foi sentenciado ao confinamento na masmorra da Inquisição, por um período indeterminado, por ter defendido o sistema Copérnico, foi obrigado a repetir como penitência os sete “salmos penitenciais” (6,32,38,51,102,130,143), a cada semana, por três anos; pelo que, a intenção indubitável era arrancar dele a confissão de culpa e o reconhecimento da retidão de sua sentença. Isso porque os “salmos penitenciais” têm essa intenção; ou seja, o reconhecimento do pecado e a procura do perdão.

O que fazer diante de uma situação terrível:



I) Reconhecer Nossa Situação (v. 1-8)


Em primeiro momento, o que podemos perceber é que Davi sabia que o sofrimento pelo qual estava passando, era conseqüência do pecado que havia cometido. Não sabemos exatamente se este Salmo refere-se ao evento do pecado com Bate-Seba, ao pecado do censo que realizou ou algum outro. Mas Davi sabia que o que ele estava sofrendo naquele momento era devido ao pecado que havia cometido. Isso não significa dizer que todo sofrimento necessariamente seja ocasionado por um pecado cometido. Mas este, aqui, é o caso de Davi.
A) Assim, é interessante porque Davi não começa pedindo a Deus que o livre do sofrimento, mas apenas que Deus modere a severidade de sua disciplina (v. 1). Isso é um fato importante, irmãos, porque normalmente o que desejamos é justamente o inverso de Davi. Queremos ser livres das aflições justas dos pecados que cometemos. Se nos fosse dada a opção, gostaríamos que nos fosse dada a permissão de pecar impunemente.
Porém Davi, queria colocar um freio nos seus desejos, através da consciência dos castigos de Deus pelo pecado. Davi tinha por certo que os castigos de Deus eram um forte instrumento de educação para sua vida. É o que o autor de Hebreus, bem mais tarde, também vai expressar ao dizer: “Pois nossos pais por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas Deus nos disciplina para aproveitamento, para sermos participantes da sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados” (Hb 12.10,11).É claro que Davi não gostava de ser castigado por Deus, porém apenas implorava que a aflição do castigo não fosse além do que poderia suportar.
B) Então Davi começa a dizer o que o pecado estava fazendo em si. Primeiramente, ele estava sentindo o próprio castigo de Deus (v. 2) como se fossem flechas atingindo seu corpo. Davi sentia-se esmagado pelas cargas do sentimento de culpa. Infelizmente o que anda acontecendo hoje com os crentes é justamente o contrário. Os crentes andam pecando por atacado sem nenhum sentimento de tristeza ou arrependimento. Não conseguem sentir que Deus os está desaprovando em seus erros. Não há consciência!
Em segundo lugar, Davi podia dizer que sua alma estava enferma (v. 3-8). E tamanho era esse sentimento de enfermidade, que chegava a atribuir essas dores da alma até mesmo à sua carne. O pecado o fazia andar encurvado e abatido (v. 6), aflito e quebrantado (v. 8). Isso tudo é apenas uma ilustração para observarmos o quanto o pecado afetava o coração de Davi.
Por causa disso tudo, Davi sentia-se solitário (v. 11). Aqui Davi queria dizer que seus amigos e parentes em nada serviam de ajuda, porque ao sentir o afastamento de Deus, nenhum homem o poderia consolar. Enfim, Davi sabia que era pecador, mas que não devia continuar pecando. E o que o faria lembrar dessa regra, seria a memória da conseqüência que o pecado traz à sua vida. Por isso ele compôs esse salmo “em memória”.
Se nós também utilizássemos essa metodologia de Davi, para lembrar o que o pecado faz conosco, com certeza pecaríamos bem menos!



II) Reconhecer Nossa Salvação (v. 9-22)


Se Davi sabia qual era a conseqüência do pecado em sua vida – trazendo apenas enfermidade na alma – ele também sabia qual era o seu remédio. Ele já demonstrou nesses versículos anteriores que não adiantava combater o pecado com suas próprias forças, pois o próprio pecado lhe estava sugando as energias e infeccionando sua alma. Assim, ele não poderia fazer nada por si mesmo. Mas Deus, sim!
A) No v. 9, Davi começa a demonstrar que reconhece, tal como reconhecia a origem de sua enfermidade de alma; ele também reconhece onde deve por sua confiança. Aqui, ele coloca diante de Deus sua esperança. Aqui Davi declara que deposita em Deus a certeza de que Ele o está ouvindo e conhece todas as suas tribulações e necessidades. Davi tinha a certeza de que Deus não apenas o estava afligindo com castigo, mas que também estava passando pelos castigos junto dele. ( ilustr. O pai que coloca o filho em castigo num quarto escuro, e que fica junto dele).
B) no v. 13-15, Davi continua dizendo que coloca diante de Deus sua incapacidade. Davi aqui notifica que se vira tão oprimido pelos falsos e ímpios juízos de seus inimigos (v. 12), que nem mesmo lhe fora permitido abrir a boca em sua defesa. Além do que, ele alega diante de Deus sua própria paciência, como que para induzir a Deus a uma mais pronta compaixão em seu favor. Davi sabia que não podia murmurar pelo sofrimento a que estava passando porque este era justo. Então se colocava totalmente confiante diante de Deus, para ser restaurado (v. 15), pois espera no Senhor e no Seu atendimento.
C) Se no v. 11, Davi havia reclamado o problema da solidão causado pelo pecado, agora no v. 21, Davi coloca diante de Deus a necessidade de companhia.
D) Enfim, depois que Davi reconhece todos os malefícios que o pecado causa á sua vida, dando-lhe, inclusive, total incapacidade de restaurar-se por si mesmo, no v. 22, Davi coloca diante de Deus sua total dependência.
Para quem está enfermo, a saúde é prioridade. Davi se sentia enfermo pelo pecado, e sua prioridade era o socorro de Deus.

 

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